12/05/2007

Nem sei que título dar a este post!

Acabei de ler neste blog este post: «A pre-service teacher has been denied obtaining her teaching degree because her MySpace profile featured a photo of her with an alcoholic beverage in hand, including the caption “Drunken Pirate.” Pirate or not, she’s suing the university, and generating a huge online debate on how to balance educational professionalism, online responsibility and appropriate punishments.»

Publiquei um post anterior sobre o controlo que os site meteres permitem ter sobre quem visita determinada página web. Pouca indignação houve! Não que quisesse muita indignação com o post, quis mesmo foi "acordar" a questão. Mas agora é mais grave! Já tinha lido numa notícia no Jornal Expresso que várias empresas começam a fazer uma pré-selecção dos candidatos a um emprego fazendo uma pesquisa na Internet com o nome dos candidatos. Procuram sobretudo imagens em fotografia ou video que os candidatos tenham publicado online, e se considerem "menos própria" eliminam imediatamente a possibilidade de o candidato ir à entrevista de emprego.
É certo que as pessoas se expõe de forma muitas vezes inconsciente das repercussões que essa exposição pode ter...mas também me impressiona o controlo feito à vida dos cidadãos (controlo feito por cidadãos entre si, que não os profissionais de segurança pública). E se mais tarde aqueles que não tiverem qualquer referência do seu nome na Internet venham também a ser excluídos porque..., quem sabe, por qualquer razão.
Mas tenho que ver também o outro lado da questão. Quem hoje se candidata a um emprego sem fazer uma pesquisa com o nome da empresa? E o que acontece quando essa empresa tem o site desactualizado, feio, confuso, ou há más referências sobre a sua gestão?... pois é!

Mas para complicar um pouco mais, há tempos li também no Expresso, escrito pela Clara Ferreira Alves a descrição do que lhe acontece ainda hoje por causa das pesquisas com o seu nome na Internet. Escrevo de memória porque já não tenho o jornal. Alguém há 8 anos (penso) acusou Clara de não ter concluído a sua licenciatura (para resumir muito) ... essa falsa notícia, provada falsa em Tribunal, circula ainda hoje na Internet. O que lhe acontece é que quando é convidada para dar conferências ou editar em alguma parte do mundo onde não a conhecem, a primeira coisa que fazem é uma pesquisa na Internet com o nome de Clara Ferreira Alves, lêem a falsa notícia e (passados 8 anos) ainda lhe pedem esclarecimentos sobre a dúvida levantada.

Quem controla ou é controlado penso que é uma daquelas questões que não tem resposta, mas considero importante reflectir sobre ela.

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