19/05/2008

Experiência e Música

Porque me esqueço de ouvir aquelas músicas dos intérpretes que já sei me vão fazer sonhar? Em dias tão cheios de realidade real ou inventada, a surpresa de encontrar essa música, com os olhos fechados, faz-me sentir uma bailarina no som, no poema, na voz.

A experiência vive-se quando tudo o resto que nos rodeia o corpo e a mente se torna invisível ou translúcido...

18/05/2008


bahok, Images © Hugo Glendinning

“For nomads, home is not an address, home is what they carry with them.”
(John Berger, Hold everything dear. p. 129)

Fonte: Akram Khan Company
A arte salva?

Experiência

"David Lynch on iPhone"

... e mantêm-se as questões em torno da experiência em arte ...

Surge agora a "netart" feita para ser vista por este meio específico que é a Internet e um ecrã de computador. Quando irá a "netart" passar para os museus, e fazer o percurso inverso das obras de arte feitas para serem vistas corpo-a-acorpo e que já passaram para a net?

É certo que "ter conhecimento de ...", ou "ter visto...", diferencia-se claramente de "ter vivido a experiência de...". Será tão certo assim? São tão diversificadas as possibilidades de experiência que penso tornar-se esta questão numa discussão sem fim...

fonte: e-artcasting

15/05/2008

Faz sete anos que um aluno do 1ºCiclo me perguntou, sobre os seus amigos imaginários: "Professora, mas eu posso mesmo imaginar?"
Respondi: "Claro que sim. Mas há momentos que precisas de dizer aos amigos imaginários para esperarem à porta do lado de fora da sala. E imaginas novamente no intervalo ou quando estiveres a fazer um desenho ou a escrever uma estória"
Foi inesquecível o brilho de espanto nos olhos deste miudo. Espero que continue a imaginar "sem limites"... e se fosse meu aluno hoje, leváva-o a navegar por aqui.

05/05/2008

©Polly Apfelbaum: Stolen Kisses (2002)

Conhecem a artista Polly Apfelbaum? Conhecem o seu trabalho "Stolen Kisses"?

É maravilhoso chegar a casa depois de um dia de Sol, abrir o email e ler na newsletter de Serralves que este trabalho está em exposição. Alegria, beijos roubados, cor, círculos ... que melhor pretexto se pode ter para visitar um museu!?

25/04/2008

Em dia de revolução

imagem retirada de fffound
...a revolução interior.
...em português, com o poema de António Gedeão:

Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso,
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos,
que em oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho alacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que foça através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara graga, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, paço de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão de átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

19/04/2008

Arte de rua

Terá o artista de rua mais liberdade do que o artista que expõe em galerias? É mais livre em espaço, em mente ... o que os distingue? Podem-se comparar desta forma?

Sempre que vejo o trabalho de um artista de rua (curioso é que vejo sobretudo online!) fico sempre com a sensação que existe uma maior liberdade na exposição do seu trabalho do que aquela tem o artista que aguarda por um espaço interior de galeria ou outro semelhante para expôr...

Como sempre alguma coisa despoleta a escrita dos posts, desta vez foi o trabalho de Jiar.

Os artistas têm a capacidade de nos emocionar e entusiasmar ... talvez com os trabalhos dos artistas de rua, fique com a sensação que também posso ter essa liberdade de expôr (dentro dos limites legais ... afinal limites há sempre) de intervir, de fazer interagir.

Há tempos o Wooster Collective tinha um post com um video que mostrava pessoas
que ao passarem na rua paravam e algumas interagiam com uma parede pintada por Banksy. Fiquei desde então a pensar no impacto que tem a arte de rua, na força que este espaço público tem na apresentação da obra do artista e no impacto que cria na vida do comum cidadão. Quando vejo uma parede pintada páro. Páro e observo, sinto e penso. Eu gosto de ver os azulejos nas paredes das estações de comboio, eu gosto de ver alguns graffitis nas paredes dos túneis das estações de comboio...

© Banksy

11/04/2008

Contemplar

Foi-me colocada a questão sobre a existência de vivência artística através do que acedemos online. Como acontece? É possível? O que dizer sobre esse tipo de vivência artística? Resumidamente, respondi: será um novo tipo de vivência artística que estará a surgir, possível, mas diferente da vivência artística que se tem quando se está fisicamente perante a obra de arte.

Hoje, em poucos minutos o dia ofereceu chuva e sol, vento frio e temperatura amena. Estive a contemplar o dia e o tempo, as nuvens, o céu, o sol, o jardim. Penso que não deverá ser possível "contemplar" sem estar fisicamente presente perante aquilo que se contempla. Não será possível contemplar a partir do virtual, do que está online. Pensei então na resposta que dei à questão sobre a possibilidade da vivência artística através da obra de arte à qual acedemos online, e fiquei na dúvida se terei respondido bem! Se é possível uma vivência artística, por que não a contemplação? ... estarei a pensar bem, quando penso que não é possível contemplar de forma virtual/online ... ? ...

28/03/2008

Huang Bai (Chinese Artist)
Há dias em que as ruas, as casas, as pessoas, deviam ter tantas cores quantas as da imagem!
Continuo a surpreender-me com o poder que a cor tem sobre as pessoas, sobre mim. Tanto quanto a música penso! Se estamos equipados para as ver, é porque nos são essenciais para viver, para viver bem. E nesta imagem vivo bem, com as cores e as formas, e os ritmos que ambas criam.

27/03/2008

Graffiti no Museu

imagem do video Graffiti at MOMA, Graffiti Research Lab.
Este movimento que está a surgir do Graffiti nos museus, paredes onde Banksy graffitou a serem leiloadas ... a valorização desta arte pelo espaço onde está exposta e por quanto é vendida ... não vos faz lembrar nada?
A História repete-se, vamos lá testemunhar a entrada em acção de mais de 25 dos melhores writers de Nova York, que fazendo equipa com os Graffiti Research Lab glorificaram a sua arte no MOMA (Museu de Arte Moderna, Nova York).

Fonte: Wooster Collective

28/02/2008

Quem anda com poemas no bolso?

27/02/2008

O que se procura quando se vai a um espectáculo ou uma exposição? Se se procura ...

...
Fui à procura do totalmente inesperado! Não encontrei.
Não fui à procura de nada. Encontrei o totalmente inesperado!
Fui na expectativa do conhecido, recebi ainda menos do que conhecia.
Procurava emoções fortes, não tive nenhuma.
Entrei e surpreendi-me da primeira à última peça exposta, permaneci quanto tempo quis, era a unica visitante.
Fui transportada para uma dimensão paralela em pensamento e emoção.
Fui à procura de um indício de paixão, encontrei e regressei sem ela.
...

26/02/2008

Arte de sorrir

A arte de sorrir e ser bem disposto também deveria ser abordada por aqui. É uma arte sem dúvida, requer um trabalho contínuo e um esforço consciente da sua criação. A partir do momento em que é criada a obra do sorriso, imediatamente é colocado em exposição pública, no nosso olhar, boca, músculos, brilho, gestos. Recebemos um feedback imediato do espectador desta criação e uma interacção com a "obra de arte".
(post dedicado à menina da portagem à entrada de Lousada, que tão simpáticamente e sorridente me recebe todas as manhãs com uma palavra que aproxima e brilho que me faz mais feliz pela manhã)

25/02/2008


O Sol e a Sombra merecem ser mais explorados, quanto mais não seja pela intervenção do inesperadamente Natural num trabalho. (?)

24/02/2008

Hey Ella! Hey Louis!

What is it about your music that makes me feel totally at home with myself and full of nice feelings? What happiness and emotion and rhythm, and what orchestras, what a sound!

All the best, and thank you so much for all that music!

Marta

12/02/2008

e pronto um momento de pub 
toca  ver e ler o texto magnifico:








:
por fim .
s. salvador do mundo
edições GAILIVRO, SA
texto valter hugo mae
ilustração rui effe

:
fotografia v.h.m.

03/02/2008

diplomprojekt 2007 © conny schwark
Ver video diplomprojekt 2007
O alfabeto, responsável por toda a comunicação. A pontuação, pela expressão. Quantas vezes nos inspiramos neles ou lhes fazemos a homenagem devida por existirem e determinarem todos os dias, a nossa vida escrita? Este trabalho sensibilizou-me.
Em que nos inspiramos para criar?

02/02/2008

Erykah Badu

Gostamos da Erykah Badu?
Por que gostamos da Erykah?
Conheci a música (por culpa da Isabel), e só vi a sua imagem na Internet 8 meses mais tarde! O que quer dizer, hoje! A imagem cria realmente um grande impacto, e agora como vou gerir a imagem imaginada por mim, e a imagem criada pela Badu?

23/01/2008

Continuação da felicidade

(Para mim) Felicidade também é ouvir Chico Buarque num dia de sol...

20/01/2008

Sobre a felicidade

No programa televisivo "Câmara Clara", do dia 30 de Dezembro de 2007, o tema de conversa foi a felicidade. Foi mostrado uma breve conversa tida com o sociólogo francês Alain Tauraine, sobre a possibilidade de aceder á felicidade, da qual transcrevo o seuinte:

«Alain Touraine - Para nós, no mundo moderno, as coisas mudam. Esperamos mais e não o recebemos. Portanto, quanto mais as coisas progridem, melhor vivemos e menos felizes estamos. A questão, portanto, é esta: haverá um lugar para a felicidade? Eu sou levado a dizer que nem por isso. Mas a única resposta verdadeiramente, é o reconhecimento da minha individualidade, e se possível, o reconhecimento do outro e de mim pelo outro. Sejam um, dois, três ou quatro. Mas, digamos, reconhecimentos mútuos dos sujeitos. Mas ao nível da sociedade não existe felicidade.
Eu diria que os movimentos sociais atingiram uma dimensão universal. Ou seja, ao fim ao cabo o que é que as pessoas dizem, hoje em dia? Eu quero ser tratado como um homem. Quero que respeitem a minha dignidade. Quero que respeitem aquilo que eu sou. Não quero ser humilhado ... eu tenho o direito à existência pessoal. E isso pode definir-se, naturalmente, de uma forma colectiva.»

Direito à existência pessoal, respeito pela minha dignidade, são duas afirmações que despertaram algumas reflexões para as quais não tenho obviamente uma conclusão. Mas concordo com ambas.

Deixo o link para a página web do "Câmara Clara", onde se pode aceder ao arquivo e rever online, todos os programas. O excerto do programa em que se conversa com Alain Tauraine, encontra-se no minuto 19:30.

16/01/2008

Cor

(imagem 1)Fernando Calhau
(imagem2)Fernando Calhau

Em tempos houve em Guimarães uma exposição com desenhos do Fernando Calhau (1948-2002). Uma exposição que não me pareceu fácil de "receber", apesar de ir sempre muito receptiva para novas experiências e modos de ver. No primeiro piso do espaço havia sobretudo desenhos de garandes dimensões feitos com carvão (imagem1) quase tudo muito preto, no segundo piso via-se um pouco mais de cor (imagem2). Respirei fundo no segundo piso, senti-me mais leve e mais feliz como visitante da exposição. O facto de ter desenhos com cor foi um alívio para mim, um brinde. Mas fiquei a pensar nesta questão da cor, ou melhor dizendo, das cores e do alívio/prazer que senti ao vê-las.

Fui ver o filme "O Bom Alemão", gostei bastante do filme, mas no final já fora da sala de cinema não pude deixar de comentar "mas se fosse a cores seria menos 'pesado'". Eu que gosto de filmes a preto e branco, vi bastantes e continuo a ver. Mas o preto deste filme era mais presente deixando pouca margem para que os cinzentos aparecessem e isso deixou-me num estado emocional depois do filme totalmente diferente daquele que teria se este fosse a cores.

O que é que as cores têm?...

05/01/2008

Em 2008 ...

Em 2008 vou ...
Continuar a questionarte.

20/12/2007

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:

bom natal

11/12/2007

Quino (imagem retirada de "Clube da Mafalda")

Na exposição em Serralves alguém disse:
- ...por isso é que já muita arte foi varrida e deitada ao lixo!

Já anteriormente questionamos por cá "o que é a arte?". Questiono-me se um lenço de papel que deixei cair em Serralves terá sido alvo da mesma questão! o espectador também tem que ser crítico para avaliar o que é ou não é arte. E que fique registado que gostei muito da exposição em Serralves, durante a qual não teci considerações como as da Mafalda, mas coloquei questões e me deslumbrei com a leveza e beleza de alguns objectos (que poderiam ser varridos por pessoas menos disponíveis para questionar).

06/12/2007

Do they know it's christmas

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:

hoje os meus vizinhos dizem ter acordado com esta música.

03/12/2007

©Oriol Nicolàs, "Don't let the sistem get you down". Acrylic on recicled packaging

E assim se pintam fortes palavras de ordem em frágil material. Ouvi dizer (ai a falta de rigor científico!) que a nova forma de controlo social é a diminuição das expectativas e da autoestima. Parece que Oriol já sabia e por isso pintou!

30/11/2007

R: A dimensão da Internet

...é relativa a dimensão da Internet, como a de todas as outras coisas, certamente...

A dimensão da Internet

Deixem-me partilhar estes deslumbres convosco, sobre tudo o que pesquiso online e encontro por acasos, ligações, sugestões de amigos ... seria impossível percorrer fisicamente os espaços que percorro online, a uma velocidade impressionante, impressiona-me a velocidade a que tenho acesso a tudo online. Por que pesquisamos, qual a verdadeira recompensa para que o façamos vezes sem conta? Vivências virtuais online é um tema recorrente bem sei ... que utilidade tenho em saber o que pesquisei hoje, os cruzamentos de links no acaso sobre temas que me interessam? Que utilidade existiu em ver este video? Para que serve realmente a Internet? Que mundo paralelo é este que a partir dela se cria? É paralelo, é cruzado, é finito, é infinito?

22/11/2007

Os questionárticos foram raptados pelo ET verde?

Animação "One Ring Zero: Stop Metric Madness" de Brian Biggs (2005).

Onde param os questionárticos? Terão sido raptados pelo ET verde ou pelos senhores de fato e chapéu?

13/11/2007

Estados Emocionais

Lisa Ekdahl é mais leve e maravilhosa interprete vocalista, hoje, agora, neste momento...porque as emoções têm destas coisas: são intensas e passageiras.

08/11/2007

Percepções

Dois colaboradores deste blog (X e Y) foram em missão imprevisível ver o filme do badalado realizador David Lynch: "INLAND EMPIRE"!
Caricatura dos resultados da missão:
Y: não gostou porque não percebeu nada.
X: gostou porque não percebeu nada.

?

02/11/2007

photo: WoosterCollective page3, Monday October 8, 2007

Nós por cá levamos muito a sério estas mensagens da arte!

21/10/2007

Compreensão retardada

Imagem de Alberto Montt.
Num espectáculo de comédia, o humorista classificou algumas piadas, entre as quais as "piadas retardadas": vamos para casa no fim do espectáculo e, só no dia seguinte é que percebemos/ou a vamos percebendo e nos rimos da piada. Pois bem, isto justifica o título deste post! Guardei esta ilustração do Alberto Montt, e hoje percebi-a de uma maneira diferente: compreensão retardada!
Em todos os campos da arte, a compreensão retardada é o que mais nos dá prazer! O desenho, ele próprio, me qestiona de formas diferentes das vezes que olho para ele, outras vezes dá-me respostas a questões que lhe coloco em emoção pensada. E tudo isto porque escrever uma tese é sem dúvida um exercício permanente entre os dois protagonistas da imagem, para que nenhum fique KO! :)

22/09/2007

Porquê?


imagem de Donald Urquhart, retirada de Artnews.info

Confrontação

imagem: não sei quem é o autor, encontrei-a em 2006 na WorldWideWeb.
Porquê? Porquê?
"Porquê" é uma confrontação?
Ora explica lá porquê!
Quantas vezes nos confrontam com "porquê"? Quem nos diz "porquê"? Porquê confrontar os outros com "porquê"?
Porquê?

17/09/2007

Será a música?

Uma questão que me coloco há bastante tempo e, para a qual tenho uma resposta provisória. Não sei se a consigo colocar da forma mais correcta e explícita possível, mas vou tentar.

Qual será a forma de arte mais universalizada, ou seja, aquela que chega e é recebida pelo maior número de pessoas?

A minha resposta provisória para esta questão é: a música.

14/09/2007

Notícia ouvida

Ouvi uma notícia sobre uma nova bomba inventada pelos russos. Disse o jornalista da rádio: «uma bomba que queima tudo num raio de (x)kms, mas com a vantagem de não espalhar radioactividade...» ...
Uma bomba com uma vantagem!!!???

04/09/2007

Porquê ter um blog?

Por que criamos e mantemos os nossos blogs?
Qual foi a motivação inicial para criar cada um dos nossos blogs?
Qual a motivação para os mantermos activos?
O que pretendemos comunicar com os nossos blogs?
Por que lemos frequentemente blogs de outros?
E por que mantemos mais do que um blog?

30/08/2007

Lantejoulas

As lantejoulas desceram às ruas. Em cada T-shirt, saco, sapato, lenço, brinco, colar, cinto, casaco, calça, saia, meia, roupa interor e exterior...lá está a lantejoula. Quem em tempos a confinou aos fatos do espectáculo, aos vestidos de gala, libertou-a agora. Em cada passo que dou num dia pleno de Sol, lá está o brilho da lantejoula a passear-se pela rua, a reflectir-se nos meus olhos. A acompanhar as lantejoulas estão os brilhantes presentes em tudo, de noite e de dia nos homens e nas mulheres, uma moda plena de brilho.
Como vamos sopurtar o Inverno? A lantejoula não foi feita para andar ao frio, ao vento e à chuva, ou com outras peças de roupa a tapar a lantejoula. Que brilho vamos ter na moda Outono/Inverno que nos ajude a passar suavemente da "overdose" de lantejoula para a diminuição brutal do brilho?
Eu gosto das lantejoulas, e tenho T-shirts com elas.
Mas quando vou reviver com a mesma emoção um espectáculo de circo?
Quando vou reviver a emoção da compra de um vestido com lantejoulas?
?

Mudar de profissão

Quantas vezes já pensamos em mudar de profissão? E quando pensamos nisso o que nos impede de o concretizar?
Somos tão aliciados com a ideia/certeza que já não existe "uma profissão para toda a vida", e no entanto parece-me tão lento o processo que leva efectivamente a uma mudança de profissão. Quem atrasa esse processo? O próprio? A verdade é que, ser um profissional competente e apaixonado pela profissão leva tempo a fazer crescer. Para se ser muito bom, não se pode estar sempre a mudar!
Enquanto não mudamos efectivamente de profissão, é interessante o exercício mental de o imaginar.
Quantas vezes em criança, mudamos de "desejo de profissão"? Crescemos e tornámo-nos consistentes na escolha! será bom, será mau? Pode-se ter perdido uma grande astronauta, uma mecânica criativa, uma professora inovadora... E porque queremos sempre ser grandes na profissão que imaginamos poder vir a ter? Não nos bastava fazer todo um esforço de mudança de profissão para sermos medianamente competentes?

27/08/2007

24/08/2007

Videos dos posts

OK, estava para nem publicar este post...mas rendi-me aos posts light de Agosto! E por que não!?

No blog freakonomics estão a ser feitos videos dos posts! É uma excelente ideia, não sei se é uma acção generalizada, mas foi a 1ª vez que vi tal!

Ah, a leveza do mês de Agosto ... já nem questiono, apenas contemplo ...

23/08/2007

Música

A Internet é um espaço maravilhoso de acesso à Música! Como é!
Hoje ouço um qualquer nome de um músico, banda, orquestra, e lá vou eu ao Google ou ao Myspace pesquisar ... e lá encontro quase sempre músicas (imagens, vídeos, textos) associadas aos nomes que pesquiso.

Reparo que há uns anos que não vejo lojas de música nas ruas das cidades.

Em Guimarães, adorava passear e cruzar-me com a discoteca na rua de Sto. António, entrar, passar os dedos pelos discos de vinil e pelos CD. Agora adoro navegar pela Internet e cruzar-me com a discoteca sem fim, entrar e presentear os ouvidos, o cérebro e o coração com as músicas que estavam dentro dos discos de vinil e dentro dos CD.
Hoje passeio pela rua de Sto. António, espreito as montras, vou ao multibanco, entro para lanchar na pastelaria, e só me lembro de música quando chego a casa.

21/08/2007

Talento ou não eis a questão

Um interessantíssimo artigo sobre o talento e como é adquirido, no New York Times Magazine : "A star is made" cujos autores são Stephen J. Dubner & Steven D. Levitt.
Para resumir, o talento inato de que tantas vezes se fala está vastamente sobreestimado e, as pessoas que se tornaram muito boas em alguma coisa, seja no desporto, música ou medicina, normalmente deve-se em grande parte à "prática voluntária" (expressão original "deliberated practice").

Vale muito apena ler este artigo (em inglês), que também fala do talento dos craques de futebol!