21/10/2007

Compreensão retardada

Imagem de Alberto Montt.
Num espectáculo de comédia, o humorista classificou algumas piadas, entre as quais as "piadas retardadas": vamos para casa no fim do espectáculo e, só no dia seguinte é que percebemos/ou a vamos percebendo e nos rimos da piada. Pois bem, isto justifica o título deste post! Guardei esta ilustração do Alberto Montt, e hoje percebi-a de uma maneira diferente: compreensão retardada!
Em todos os campos da arte, a compreensão retardada é o que mais nos dá prazer! O desenho, ele próprio, me qestiona de formas diferentes das vezes que olho para ele, outras vezes dá-me respostas a questões que lhe coloco em emoção pensada. E tudo isto porque escrever uma tese é sem dúvida um exercício permanente entre os dois protagonistas da imagem, para que nenhum fique KO! :)

22/09/2007

Porquê?


imagem de Donald Urquhart, retirada de Artnews.info

Confrontação

imagem: não sei quem é o autor, encontrei-a em 2006 na WorldWideWeb.
Porquê? Porquê?
"Porquê" é uma confrontação?
Ora explica lá porquê!
Quantas vezes nos confrontam com "porquê"? Quem nos diz "porquê"? Porquê confrontar os outros com "porquê"?
Porquê?

17/09/2007

Será a música?

Uma questão que me coloco há bastante tempo e, para a qual tenho uma resposta provisória. Não sei se a consigo colocar da forma mais correcta e explícita possível, mas vou tentar.

Qual será a forma de arte mais universalizada, ou seja, aquela que chega e é recebida pelo maior número de pessoas?

A minha resposta provisória para esta questão é: a música.

14/09/2007

Notícia ouvida

Ouvi uma notícia sobre uma nova bomba inventada pelos russos. Disse o jornalista da rádio: «uma bomba que queima tudo num raio de (x)kms, mas com a vantagem de não espalhar radioactividade...» ...
Uma bomba com uma vantagem!!!???

04/09/2007

Porquê ter um blog?

Por que criamos e mantemos os nossos blogs?
Qual foi a motivação inicial para criar cada um dos nossos blogs?
Qual a motivação para os mantermos activos?
O que pretendemos comunicar com os nossos blogs?
Por que lemos frequentemente blogs de outros?
E por que mantemos mais do que um blog?

30/08/2007

Lantejoulas

As lantejoulas desceram às ruas. Em cada T-shirt, saco, sapato, lenço, brinco, colar, cinto, casaco, calça, saia, meia, roupa interor e exterior...lá está a lantejoula. Quem em tempos a confinou aos fatos do espectáculo, aos vestidos de gala, libertou-a agora. Em cada passo que dou num dia pleno de Sol, lá está o brilho da lantejoula a passear-se pela rua, a reflectir-se nos meus olhos. A acompanhar as lantejoulas estão os brilhantes presentes em tudo, de noite e de dia nos homens e nas mulheres, uma moda plena de brilho.
Como vamos sopurtar o Inverno? A lantejoula não foi feita para andar ao frio, ao vento e à chuva, ou com outras peças de roupa a tapar a lantejoula. Que brilho vamos ter na moda Outono/Inverno que nos ajude a passar suavemente da "overdose" de lantejoula para a diminuição brutal do brilho?
Eu gosto das lantejoulas, e tenho T-shirts com elas.
Mas quando vou reviver com a mesma emoção um espectáculo de circo?
Quando vou reviver a emoção da compra de um vestido com lantejoulas?
?

Mudar de profissão

Quantas vezes já pensamos em mudar de profissão? E quando pensamos nisso o que nos impede de o concretizar?
Somos tão aliciados com a ideia/certeza que já não existe "uma profissão para toda a vida", e no entanto parece-me tão lento o processo que leva efectivamente a uma mudança de profissão. Quem atrasa esse processo? O próprio? A verdade é que, ser um profissional competente e apaixonado pela profissão leva tempo a fazer crescer. Para se ser muito bom, não se pode estar sempre a mudar!
Enquanto não mudamos efectivamente de profissão, é interessante o exercício mental de o imaginar.
Quantas vezes em criança, mudamos de "desejo de profissão"? Crescemos e tornámo-nos consistentes na escolha! será bom, será mau? Pode-se ter perdido uma grande astronauta, uma mecânica criativa, uma professora inovadora... E porque queremos sempre ser grandes na profissão que imaginamos poder vir a ter? Não nos bastava fazer todo um esforço de mudança de profissão para sermos medianamente competentes?

27/08/2007

24/08/2007

Videos dos posts

OK, estava para nem publicar este post...mas rendi-me aos posts light de Agosto! E por que não!?

No blog freakonomics estão a ser feitos videos dos posts! É uma excelente ideia, não sei se é uma acção generalizada, mas foi a 1ª vez que vi tal!

Ah, a leveza do mês de Agosto ... já nem questiono, apenas contemplo ...

23/08/2007

Música

A Internet é um espaço maravilhoso de acesso à Música! Como é!
Hoje ouço um qualquer nome de um músico, banda, orquestra, e lá vou eu ao Google ou ao Myspace pesquisar ... e lá encontro quase sempre músicas (imagens, vídeos, textos) associadas aos nomes que pesquiso.

Reparo que há uns anos que não vejo lojas de música nas ruas das cidades.

Em Guimarães, adorava passear e cruzar-me com a discoteca na rua de Sto. António, entrar, passar os dedos pelos discos de vinil e pelos CD. Agora adoro navegar pela Internet e cruzar-me com a discoteca sem fim, entrar e presentear os ouvidos, o cérebro e o coração com as músicas que estavam dentro dos discos de vinil e dentro dos CD.
Hoje passeio pela rua de Sto. António, espreito as montras, vou ao multibanco, entro para lanchar na pastelaria, e só me lembro de música quando chego a casa.

21/08/2007

Talento ou não eis a questão

Um interessantíssimo artigo sobre o talento e como é adquirido, no New York Times Magazine : "A star is made" cujos autores são Stephen J. Dubner & Steven D. Levitt.
Para resumir, o talento inato de que tantas vezes se fala está vastamente sobreestimado e, as pessoas que se tornaram muito boas em alguma coisa, seja no desporto, música ou medicina, normalmente deve-se em grande parte à "prática voluntária" (expressão original "deliberated practice").

Vale muito apena ler este artigo (em inglês), que também fala do talento dos craques de futebol!

20/08/2007

Aprender e nunca esquecer

Porque será que nunca "desaprendemos" a andar de bicicleta?
Quem não anda de bicicleta há muitos anos e tentar novamente andar, consegue fazê-lo sem grande dificuldade.
As coisas que aprendemos e nunca esquecemos.
São como aqueles truques de magia que nos ensinam quando somos bem pequeninos, esses também não se esquecem!
Será porque são coisas que nos fascinavam, que alguém se disponibilizou a ensinar sem que tivessemos pedido e, porque assim que conseguimos fazer bem recebemos elogios, sorrisos e gargalhadas?

19/08/2007

Verão

Culto do corpo?
ou
Complexo do corpo?

(quem ilustra este post pfv!?)

18/08/2007

Porque não?

Uma das ideias que surgiu quando se pensava em criar este blog foi: a criação de um espaço onde se disse-se "porque não?". Sentia que muitas vezes concordamos demais, ou, confrontados com novas ideias, concretizações, posturas, atitudes, etc, dizemos poucas vezes "porque não?"

...e afinal, "porque não" escrever este post!?
... e afinal, "porque não" ser eu a escrever todos os posts em Agosto!? ;)

13/08/2007

Fotografar tudo


©Isabel
Fotografia postada em 17.8.07 para ilustrar o post da Marta.

"Fotografamos" tanto!
Estava a ver um belíssimo e emocionante espectáculo de fogo de artifício: emocionei-me, assustei-me, recuei uns passos quando as luzes pareciam vir cumprimentar-me perto demais, ri, estive de boca aberta e olhos sem pestanejar, tapei os ouvidos, destapei os ouvidos, pensei no tempo que passava, surpreendi-me com a arte do artifício... Pessoas que entusiastamente fotografavam/filmavam o fogo de artifício: uma menina que deveria ter 10 anos, esteve uns largos minutos a filmar/fotografar/filmar com o seu telemóvel; um homem que deveria ter 30 anos, esteve alguns minutos a fotografar/enquadrar/filmar com a sua máquina.
Voçês não vêem sempre pessoas a fotografar tudo e qualquer situação. É bom e, é menos bom. Pergunto a quem tanto fotografa:
1-vives a emoção dos momentos, aquela que se guarda só para ti?
2-porquê fotografar tanto?
3- para guardar ou mostrar?
4-tens tempo para aprofundar o sentimento através da descrição em palavras que acompanhem a fotografia? ou mostras as fotografias sem mais palavras, ou com poucas palavras?

...reflexões de Agosto...

11/08/2007

Poluir só o necessário

Estava eu a ouvir música de Max Tundra. Achei muito interessante, gostei. Como nestas coisas da Internet, fui conhecer um pouco melhor o Max! Encontrei no YouTube uma entrevista exclusiva com Max Tundra. Max tem uma teoria muito interessante: quando publica um disco (CD), para ele essa publicação tem que se justificar pelo facto de a música ser realmente boa, de outra forma não faz sentido publicar, isto do ponto de vista ambiental. Explica: o CD é de plástico, a embalagem é de plástico e se ninguém o compra só serviu para fazer lixo de plástico...se o que se publica é igual ao que já existe, então «...you are messing the world, you are just polluting it.»

mmmm! Dá que pensar! Acho que irei imprimir a minha tese "frente e verso"...

free music

01/08/2007

Agosto no Questionarte

Para quem esperava pela "semana temática V", terá que esperar pelo final das férias merecidas nosso colaborador, a quem cabia a vez de lançar tema.

Entretanto pensamos em fazer férias por aqui, e propor temas mais light ... mas apesar de o ritmo nas férias ser mais light, não significa que os temas do blog e os pensamentos que os acompanham também tenham que acompanhar essa leveza. A não ser que seja apenas por um curto período de tempo, de forma a não correr o risco de tornar o blog numa "Insustentável leveza de posts".

...bons posts em Agosto.

26/07/2007

Semana Temática IV: Arte e sociedade

«Que se vença o mutismo entre as pessoas, que se supere o seu isolamento e o seu distanciamento.»

O reflexo de um sintoma actual: pergunto-me se uma ideia alargada daquilo que poderá significar arte poderá ser uma solução possível, e talvez até única, para o vazio que se sente entre nós: seres humanos.
Penso num vazio pessoal necessário, um espaço de reflexão, distinto do vazio que existe na sociedade e se faz sentir, de cada vez mais, entre as pessoas.

No livro de onde retirei a frase inicial do post, pode ler-se o registo de uma entrevista a Joseph Beuys (Cada Homem, Um Artista. 1972, p.82) onde o artista discursou sobre este tema. Em toda a conversa, a educação acaba por tornar-se a principal questão...

E como quem "vira o disco e toca o mesmo" será que podemos continuar a questionar a o papel da arte na sociedade?... Talvez como motivo de reflexão, individual e colectiva, poderá a arte ser uma mais valia para a autodeterminação do ser humano?

intervalo - momento musical

imagem daqui
Lila Downs cantando "Perhaps, perhaps, perhaps"

free music

19/07/2007

Semana Temática III - Expressão corporal...

Pode não ter sido o título mais adequado, mas confesso que tive alguma dificuldade em expressar-me...
As reticências são um reflexo disso, alguma indefinição, mas sobretudo a ideia de continuidade. Um título inacabado para ideias em criação.
Sugere-me comunicação, tradução de pensamentos/emoções em comportamentos/acções, a ligação da mente/alma com o corpo... mas também repressão, a força da razão sobre a emoção, por que é tantas vezes difícil expressarmos o que sentimos/pensamos? Porque nem sempre conseguimos comunicar com o nosso corpo? Quais as motivações e as barreiras intrínsecas (da própria personalidade da pessoa) que permitem essa harmonia entre o corpo e a mente?

intervalo - momento musical

imagem daqui: Louis Armstrong & Ella Fitzgerald
free music

15/07/2007

Semana temática II - Arte e Ciência no Porto

Li hoje no blog Caminhos do Conhecimento que no dia 21 de Julho, no Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto) haverá um 1º encontro sobre "Culturas de fronteira ou Intersecções de arte e ciência", e com entrada livre.

14/07/2007

Semana temática II - Ciência e Animação


(2,1, 3) imagens do Museum of Moving Image - Science, Student Films*

Imagens que nos mostram a ligação entre a arte do cinema, a ciência e a educação.
A “Sloan Foundation” oferece prémios a escolas de Arte e Cinema, cujos alunos façam films sobre ciência. Dos Filmes de Animação selecciono como belíssimos exemplos:
1-“Chasing Patterns" de Monika Henning (17 minutos), onde o personagem descobre os padrões existentes na natureza;
2-“Concretede Andy Watts (15 minutos), sobre a relação de uma menina com as plantas numa cidade;
3- “Paprika” de Katalin Nivelt Anguelov (7minutos), sobre o prémio Nobel de 1937Albert Szent-Györgyi pelo seu trabalho no isolamento da vitamina C (para ver os filmes clicar aqui em Student Films).**

Não tenho qualquer questão a colocar com este post ... apenas: quão bela pode ser a comunicação da ciência se a arte se aliar à educação...

*As imagens correspondem aos filmes: Concrete de Andy Watts; Chasing Patterns de Monika Henning; Paprika de Katalin Nivelt Anguelov.

**Este post foi anteriormente publicado por Marta Pinto aqui

(translation) Science and Animation
Images that show us the link between the art of movie making, science and education.
"Sloan Foundation" offers prizes at six leading film schools to students making films about science.
From all the animation films I select three beautiful examples:
1- "Chasing Patterns" of Monika Henning (17 minutes), about where the character discovers the patterns that exist in Nature;
2- Concreteof Andy Watts (15 minutes), about the relation ship between a little girl and plants in a city;
3- Paprika of Katalin Nivelt Anguelov (7 minutes), about the 1937 Nobel Prize Albert Szent-Györgyi, for his work in isolating vitamin C.

By publishing this post I only want to say ... how beautiful communicating science can be if art links to education.

*this post has been previously posted here

13/07/2007

Semana temática II - Questões ao artista

Questões para o artista. Questões para o Effe.

Já te ouvi/li sufucientes vezes falar/escrever sobre o cérebro citando António Damásio, outras vezes citas Abel Salazar entre outros mais estou certa. Vejo trabalhos teus ligados à dissecação quase viva do corpo, à exploração dessas imagens de carne, sangue, matéria viva, influências que a composição interna do corpo tem sobre a acção exterior do mesmo (interpretações minhas claro).

Em que medida ligas o teu trabalho à ciência?
Usas a ciência no teu trabalho?
Fundes a ciência do corpo à emoção?

11/07/2007

Semana temática II

A propósito do tema lançado para discussão esta semana, e como exemplo da colaboração entre artistas e cientistas, sugiro o site
Artists in Lab um programa de cooperação de algumas entidades suíças cujas principais finalidades são
"to share common goals, to broaden the dialogue, generate ideas and raise awareness of the contributions both artists and scientists can make to the larger challenges of our time"
"to encourage the development of the primary creative forces shared by both disciplines: the quest for interpretations of nature, matter and human desire as well as the interest to comprehend, explore, reveal, sustain, create and build."
Parece-me que nesta última frase reside a essência daquilo que une as duas disciplinas.

Também há iniciativas nacionais com os mesmo objectivos, por exemplo a colaboração entre a Ciência Viva e a Direcção Geral das Artes.

10/07/2007

semana tematica II - arte, ciencia e metafisica

:

deparamos cada vez mais com o cruzamento explícito das artes com outras disciplinas.

aqui e sem novidade falaremos sobre as relações entre a arte , a ciência e se possível da metafísica de uma e outra .

palavras chave: arte , ciência, forma, razão, emoção, metafísica.

sabemos desde sempre que a arte a ciência ocupam campos irredutíveis, sem vinculo algum com um "the end", no entanto, e por assim o ser por alguma forma factual podemos sublinhar. assim, ainda que disciplinas de nomes diferentes e de "esfera" separadas, podemos afirmar que estão em contacto.

recordemos à análise da linha, inserida no programa curricular básico da nossa aprendizagem escolar.
como todos sabemos a "linha" de propriedade geométrica e analítica corresponde à linguagem e a signos matemáticos, assim é um "ser matemático" como refere abel salazar.
contudo, é caracterizada pela sua forma referenciando ainda que implicitamente, as suas relações com a emoção pela sua magnitude em disposição num determinado espaço. é um exemplo básico que elucida deveras a charneira entre arte e ciência, assim com um cubo: podemos sempre questionar que medidas tem o cubo , qual a a sua área etc etc, como podemos sempre perguntar o seu valor psíquico dentro do mundo iconográfico ou mesmo outro.

citando ainda abel salazar, "não existe contradição nenhuma, nem paradoxo nesta relações da arte e ciência; elas são independentes e conexas, porque a independência é lógica e a conexão é psicológica"(145, Que é arte?, campo das letras))

- a linha é geométrica. / percepção científica
- a linha é emotiva. / percepção artística


sabemos com isto que pelo manifesto artístico algumas correntes artísticas, artistas e obras de arte vão recorrendo à ciência para a sua moldagem, criação.

sem mais delongas abriremos agora esta introdução aos pontos de interrogação:
beberá a ciência do mesmo principio?, a ciência recorre à arte de alguma forma ou prisma a fim de dar as algumas das suas respostas? a ciência pode ou/e deve ser emotiva?acarretará consigo carga mística?


:

Vivências virtuais III

Também podemos viver virtualmente a arte?
Parece que sim. Sim, claro!
Tirar dúvidas em Database of Virtual Art

Parece-me útil colocar a definição de "virtual" que encontrei aqui antes desenvolver este post. virtu·ali·ty (-l-t) n.
Usage Note: When virtual was first introduced in the computational sense, it applied to things simulated by the computer, like virtual memorythat is, memory that is not actually built into the processor. Over time, though, the adjective has been applied to things that really exist and are created or carried on by means of computers. Virtual conversations are conversations that take place over computer networks, and virtual communities are genuine social groups that assemble around the use of e-mail, webpages, and other networked resources.·The adjectives virtual and digital and the prefixes e- and cyber- are all used in various ways to denote things, activities, and organizations that are realized or carried out chiefly in an electronic medium. There is considerable overlap in the use of these items: people may speak either of virtual communities or of cybercommunities and of e-cash or cybercash. To a certain extent the choice of one or another of these is a matter of use or convention (or in some cases, of finding an unregistered brand name). But there are certain tendencies. Digital is the most comprehensive of the words, and can be used for almost any device or activity that makes use of or is based on computer technology, such as a digital camera or a digital network. Virtual tends to be used in reference to things that mimic their "real" equivalents. Thus a digital library would be simply a library that involves information technology, whether a brick-and-mortar library equipped with networked computers or a library that exists exclusively in electronic form, whereas a virtual library could only be the latter of these. The prefix e- is generally preferred when speaking of the commercial applications of the Web, as in e-commerce, e-cash, and e-business, whereas cyber- tends to be used when speaking of the computer or of networks from a broader cultural point of view, as in cybersex, cyberchurch, and cyberspace. But like everything else in this field, such usages are evolving rapidly, and it would be rash to try to predict how these expressions will be used in the future.


É abrangente então o virtual!
Para acrescentar algumas questões e mesmo algumas dúvidas sobre o que é virtual e real, ou se, se pode viver no real uma experiência virtual voltar aqui
Confusos? Esclarecidos? Convencidos? ... também eu!

07/07/2007

Vivências virtuais II

Por problemas técnicos foi-me impossível ter uma nova vivência virtual! É verdade!

Para falar com conhecimento de causa sobre o famoso "Second Life: Your world. Your imagination" decidi inscrever-me. Mas esta inscrição equivale a um "renascimento", uma vez que temos que criar um novo nome, um corpo virtual, uma conta bancária virtual, escolher uma comunidade onde nos queremos inicialmente inserir ... Optei por não escolher um corpo para a primeira fase da inscrição, todos os corpos femininos que me davam como opção tinham a mesma forma, só os adereços e roupas variavam. Curioso é que para o Second Life podia optar por ser uma mulher ou um homem, e também tinha corpos de animais virtuais mas fiquei sem perceber se podia optar por um desses. Optei também por não ter dinheiro algum nesta fase, porque fiquei confusa, aparecia um texto a dizer que eu tinha direito a um bónus de uma determinada quantidade de dinheiro virtual que daria para eu comprar uma ilha se quisesse...mas como na vida real quando a "esmola é grande o pobre desconfia" para início da vida virtual decidi fazer o mesmo. Passei à fase seguinte, a instalação do portal de acesso ao Second Life no meu computador. Até aqui tudo muito bem.
Uma vez tudo instalado inicio a tentativa de entrada no que tudo isto prometia ser, a minha segunda vida. Mas não consigo entrar, há um problema técnico! Tento novamente. Novo problema técnico: a velocidade da minha ligação de Internet não é a suficiente para permitir os meus primeiros passos nesta segunda vida virtual.
Fiquei triste e ao mesmo tempo aliviada, porque entrar num mundo novo assusta, o que me vale é que já tinha lá alguns colegas com quem iria ter para me apresentarem ao novo ambiente vivido por ali!
Anulei a minha inscrição, desinstalei o programa ... mas fiquei a pensar "oh que pena! o meu nome virtual era tão bonito!"

Conclusões:
1-há curiosidade pelas vivências virtuais;
2-quem não tem software, hardware, ou outros, adequados fica excluído de algumas vivências virtuais.

06/07/2007

Vivências virtuais I

desenho de Banksy

Porquê este desenho de Banksy para ilustrar o primeiro post sobre o tema da semana "Vivências Virtuais"?

Talvez para ajudar a perceber a associação que fiz entre o tema da semana e o desenho apresentado, escrevo a frase que me ocorreu imediatamente a seguir à leitura do desenho: "Most things look better when you put them in a screen".

05/07/2007

Semana temática I

Durante este mês de Julho no Questionarte vão desenvolver-se as "Semanas Temáticas" . Uma proposta/experimentação para dinamização de temas escolhidos por cada um dos colaboradores.

Nesta primeira "semana temática" cabe-me a definição do tema para primeira discussão, que é o seguinte: Vivências Virtuais.

Este tema surge anexado a reflexões sobre o tema das relações virtuais acentuadas pelo facto de alguns colaboradores Questionarte terem até hoje apenas comunicado via msn, ou comunicarem maioritariamente desta forma, e também pelo meu conhecimento recente à cerca do jogo "Second Life". Mas há muito mais a explorar nesta temática...

Apesar das semanas de trabalho intenso que todos temos, tentaremos publicar neste espaço virtual alguns posts sobre questões reais.

02/07/2007

Uma questão de marketing

Exemplo célebre do Marketing: estória do cégo que pedia nas ruas de Paris e recebia poucas esmolas, tinha pendurado ao pescoço um cartão onde se lia "estou cego, desempregado, preciso que me ajude por favor"... um dia passou por ele um senhor que alterou o que estava escrito no cartão e o cégo passou a ser o pedinte de Paris mais bem pago. Ficou muito intrigado e foi então à procura da pessoa que lhe alteru a mensagem no cartão, encontrou-o e ficou a saber que esse homem era um publicitáro, e a alteração que fez no cartão foi escrever a seguinte frase: "é primavera em Paris e eu não a posso ver".

Será "tudo" uma questão de bom marketing?
Quanto dependerá absolutamente de um bom marketing ou se perderá por falta dele?!!!

Fonte: Estória ouvida no programa de rádio da Antena1 "Alma Nostra", 30 de Junho de 2007, contada por Carlos Magno. Programa pode ser ouvido em PodCast e a estória ouvida por volta dos 26min de programa.

30/06/2007

Blog prenda

Já alguém tinha ouvido falar em "Blog prenda"?
Não!?
Mas ele existe.

27/06/2007

Olhar de um outro ângulo


©IS2007

E se a nossa postura perante a vida estivesse intimamente relacionada com "olhar de um outro ângulo" estar disponível para compreender outros pontos de vista e reflectir sobre o nosso modo de ver? Não teríamos todos algo semelhante a uma atitude de cada vez mais associada às expressões artísticas e que sempre foi vista como "a criança* que existe em nós"?
A propósito de comunicar com emoção (e porque não com amor?) questiono a atitude no olhar humano nem sempre artístico, nem sempre criativo, nem sempre reflexivo...

*criança
s. f.
, ser humano que se começa a criar;

menino ou menina;

ant.
, criação;

cria;
adj. 2 gén., fig., diz-se de pessoa ingénua ou de pouco juízo.

www.priberam.pt

24/06/2007

Amor e comunicação

Em tempos, ficou registado neste blog que publicariamos alguns posts sobre o amor. O Rui Effe originou a discussão deste tema com a publicidade ao "Ciclo de mini-espectáculos para ficar a perceber ainda menos sobre o amor"... o Rui Faria publicou uma imagem que gerou alguma discussão ... a Aurora afirmou convicta que amor é sobretudo "dar", e recordo ter lido um comentário da Isabel sugerindo que talvez o amor pudesse não ser uma questão.

Recordo-me de uma conversa animada entre músicos, que ouvi há muitos anos e que fixei. Um músico colocava a outro esta questão: explique a razão pela qual no México o tema de tantas canções é a falta de água?
O músico Mexicano responde que nos outros países se canta sobretudo o amor, no México a água...cada um canta sobre aquilo de que mais tem falta!

Este post surge porque li em Guardian Unlimited online, a entrevista intitulada He Loves Me Not* da qual transcrevo uma pequena parte: When a boyfriend dumped her by email, French artist Sophie Calle asked 100 women to read it - and became the star of the Venice Biennale.
Picture this. You're one of France's best-known living conceptual artists. You're 51 and visiting Berlin. Your mobile beeps, it's an email from your boyfriend. In a hideously self-absorbed message about human emotion, he dumps you electronically, saying it hurts him more than you. He signs off: "Take care of yourself." You're heartbroken. Then you think of its potential as art.*

O amor inspira à acção ou criação, por falta dele ou satisfação, por comunicar o seu auge ou o seu desaparecimento...



21/06/2007

Comunicação/Emoção

«Communication is the transfer of emotion.
Communication is about getting others to adopt your point of view, to help them understand why you’re excited (or sad, or optimistic or whatever else you are.) ... You can wreck a communication process with lousy logic or unsupported facts, but you can’t complete it without emotion. Logic is not enough.»(lido aqui)

Muito interessante a primeira frase, que me parece abranger qualquer tipo de comunicação. Já na segunda parte, que refere o objectivo da comunicação como sendo o de levar os outros a adoptar o nosso ponto de vista..., já tenho algumas dúvidas. Será assim para uma grande parte dos processos de comunicação, sobretudo para o processo que levou o autor da frase a escrevê-la, a "venda" de uma ideia no meio empresarial por exemplo.

Mas questiono, será esse também o objectivo na arte?
Um artista expõe os seus trabalhos e é através deles que comunica, mas se não está presente sempre que alguém se encontra perante os seus trabalhos, como os convence a adoptar o seu ponto de vista? Será "convencer o espectador" alguma vez o seu objectivo?

Como decorre o mesmo processo em ciência? Se descobertas científicas não são comunicadas, ou deficientemente comunicadas, com emoção a mais ou a menos, que consequências tráz?

Estamos todos a desenvolver dissertações de mestrado ou doutoramento, a comunicação eficaz da ideia e desenvolvimento do trabalho, é para nós um problema que deverá ser bem resolvido.

Como docentes, sabemos muito bem que a comunicação sem emoção não obtém os mesmos resultados.

Como participantes em blogs ...

...


20/06/2007

Agora eu...

Questiono-me que tempos são estes em que chove em Junho e anoitece às 10 da noite...
Amanhece às 6 e continua a chover. Iremos nós resistir a esta confusão da natureza? Sinto-me baralhado e desorientado. Quando posso ir à praia como ia em tempos passados?

Não me digam que é normal secar roupa em quase pleno Verão dentro de casa! Nem me digam que é normal andarem a dizer por ai que este Verão, sim, este Verão, seria um dos mais quentes dos últimos tempos!

Questiono-me nesta confusão... e acabo por adormecer!

15/06/2007

:

o corpo tem os seus limites tal como a ilha, espraia-se só até às suas margens, quando se molha prepara-se para morrer.

:
o que entendem por " margens limites do corpo?"

10/06/2007

Para que serve a arte?

Ouvi à dias o Rui Zink dizer mais ou menos isto: há quem se questione "para que serve a arte?" e há quem responda "arte não serve para nada", mas é claro que arte serve para alguma coisa, "a arte ajuda-nos a viver".

Para que serve a arte?
Para que serve a experiência da arte?

09/06/2007

não será a experiência uma boa pergunta? ou a verdadeira mesmo?
bora dai,
festival iman07,
festival internacional de arte contemporânea. arte experimental.
casa das artes famalicão
inauguração 18 h, há musica e bolos.
tenho lá umas coisinhas.

até 30 junho

07/06/2007

Imaginação Padrão


©IS2007


Inspirada em "The Body of Colors" de Hélio Oiticica, fiz esta imagem; reflectindo sobre
um trabalho que se situa "na fronteira entre arte e terapia", deixo-vos com este excerto acerca de Lygia Clark...
«Como professora na Sorbone propôs exercícios de sensibilização, buscando a expressão gestual de conteúdos reprimidos e a liberação da imaginação criativa. »*

*
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark

04/06/2007

Concurso de ideias

Aqui está um projecto interessante para o qual talvez possamos contribuir com as nossas excelentes ideias!

Enigma I

Mão, Joaõ Pedro Vale.
Porquê esta imagem aqui!?

Uma questão de comunicação

Post de opinião.

Que poderá comunicar a imagem do blog?

Que comunicamos na votação da imagem: qualquer imagem está bem; eu quero que todos participem; farei a vontade e participo; meditar retira o divertido da questão; mas está tudo a rebelar-se; ai que se vão chatear comigo; penso assim e ponto; sugestão com exemplo maluco; gostei, ai que ainda faltam votos; concordância; comunicação clara e concordante com sugestão.

Conclusão da comunicação: comunicar por comentários não é fácil, é divertido e inconclusivo.

Gosto do blog assim, por mim fica como está!

03/06/2007

Imagem em construção

Hoje decorre a tentativa de criação da imagem definitiva deste blog. Uma tentativa criativamente democrática de inclusão de todas as imagens até hoje propostas, com o objectivo de reforçar na própria imagem o espírito colaborativo deste espaço.

As propostas de imagem serão publicadas aqui entre as 17h e 18h deste dia. Todos os colaboradores deverão publicar a(s) sua(s) proposta(s) de imagem. Seguir-se-á a votação da imagem definitiva no espaço dos comentários até às 00:00h de hoje. Bom trabalho criativo!

COLOCAR IMAGENS AQUI.
Basta clicar nas imagens para as ver ampliadas.

imagem 1: imagens originais de Isabel, Faria, Effe, transformadas por Marta (esta imagem precisa de alguns melhoramentos que farei brevemente).

imagem2: imagens originais de Isabel e Faria, transformadas por Marta.


imagem3: Rui Faria

imagem4: original Effe, transformada por Marta