26/07/2007

Semana Temática IV: Arte e sociedade

«Que se vença o mutismo entre as pessoas, que se supere o seu isolamento e o seu distanciamento.»

O reflexo de um sintoma actual: pergunto-me se uma ideia alargada daquilo que poderá significar arte poderá ser uma solução possível, e talvez até única, para o vazio que se sente entre nós: seres humanos.
Penso num vazio pessoal necessário, um espaço de reflexão, distinto do vazio que existe na sociedade e se faz sentir, de cada vez mais, entre as pessoas.

No livro de onde retirei a frase inicial do post, pode ler-se o registo de uma entrevista a Joseph Beuys (Cada Homem, Um Artista. 1972, p.82) onde o artista discursou sobre este tema. Em toda a conversa, a educação acaba por tornar-se a principal questão...

E como quem "vira o disco e toca o mesmo" será que podemos continuar a questionar a o papel da arte na sociedade?... Talvez como motivo de reflexão, individual e colectiva, poderá a arte ser uma mais valia para a autodeterminação do ser humano?

intervalo - momento musical

imagem daqui
Lila Downs cantando "Perhaps, perhaps, perhaps"

free music

19/07/2007

Semana Temática III - Expressão corporal...

Pode não ter sido o título mais adequado, mas confesso que tive alguma dificuldade em expressar-me...
As reticências são um reflexo disso, alguma indefinição, mas sobretudo a ideia de continuidade. Um título inacabado para ideias em criação.
Sugere-me comunicação, tradução de pensamentos/emoções em comportamentos/acções, a ligação da mente/alma com o corpo... mas também repressão, a força da razão sobre a emoção, por que é tantas vezes difícil expressarmos o que sentimos/pensamos? Porque nem sempre conseguimos comunicar com o nosso corpo? Quais as motivações e as barreiras intrínsecas (da própria personalidade da pessoa) que permitem essa harmonia entre o corpo e a mente?

intervalo - momento musical

imagem daqui: Louis Armstrong & Ella Fitzgerald
free music

15/07/2007

Semana temática II - Arte e Ciência no Porto

Li hoje no blog Caminhos do Conhecimento que no dia 21 de Julho, no Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto) haverá um 1º encontro sobre "Culturas de fronteira ou Intersecções de arte e ciência", e com entrada livre.

14/07/2007

Semana temática II - Ciência e Animação


(2,1, 3) imagens do Museum of Moving Image - Science, Student Films*

Imagens que nos mostram a ligação entre a arte do cinema, a ciência e a educação.
A “Sloan Foundation” oferece prémios a escolas de Arte e Cinema, cujos alunos façam films sobre ciência. Dos Filmes de Animação selecciono como belíssimos exemplos:
1-“Chasing Patterns" de Monika Henning (17 minutos), onde o personagem descobre os padrões existentes na natureza;
2-“Concrete” de Andy Watts (15 minutos), sobre a relação de uma menina com as plantas numa cidade;
3- “Paprika” de Katalin Nivelt Anguelov (7minutos), sobre o prémio Nobel de 1937Albert Szent-Györgyi pelo seu trabalho no isolamento da vitamina C (para ver os filmes clicar aqui em Student Films).**

Não tenho qualquer questão a colocar com este post ... apenas: quão bela pode ser a comunicação da ciência se a arte se aliar à educação...

*As imagens correspondem aos filmes: Concrete de Andy Watts; Chasing Patterns de Monika Henning; Paprika de Katalin Nivelt Anguelov.

**Este post foi anteriormente publicado por Marta Pinto aqui

(translation) Science and Animation
Images that show us the link between the art of movie making, science and education.
"Sloan Foundation" offers prizes at six leading film schools to students making films about science.
From all the animation films I select three beautiful examples:
1- "Chasing Patterns" of Monika Henning (17 minutes), about where the character discovers the patterns that exist in Nature;
2- “Concrete” of Andy Watts (15 minutes), about the relation ship between a little girl and plants in a city;
3- “Paprika” of Katalin Nivelt Anguelov (7 minutes), about the 1937 Nobel Prize Albert Szent-Györgyi, for his work in isolating vitamin C.

By publishing this post I only want to say ... how beautiful communicating science can be if art links to education.

*this post has been previously posted here

13/07/2007

Semana temática II - Questões ao artista

Questões para o artista. Questões para o Effe.

Já te ouvi/li sufucientes vezes falar/escrever sobre o cérebro citando António Damásio, outras vezes citas Abel Salazar entre outros mais estou certa. Vejo trabalhos teus ligados à dissecação quase viva do corpo, à exploração dessas imagens de carne, sangue, matéria viva, influências que a composição interna do corpo tem sobre a acção exterior do mesmo (interpretações minhas claro).

Em que medida ligas o teu trabalho à ciência?
Usas a ciência no teu trabalho?
Fundes a ciência do corpo à emoção?

11/07/2007

Semana temática II

A propósito do tema lançado para discussão esta semana, e como exemplo da colaboração entre artistas e cientistas, sugiro o site
Artists in Lab um programa de cooperação de algumas entidades suíças cujas principais finalidades são
"to share common goals, to broaden the dialogue, generate ideas and raise awareness of the contributions both artists and scientists can make to the larger challenges of our time"
"to encourage the development of the primary creative forces shared by both disciplines: the quest for interpretations of nature, matter and human desire as well as the interest to comprehend, explore, reveal, sustain, create and build."
Parece-me que nesta última frase reside a essência daquilo que une as duas disciplinas.

Também há iniciativas nacionais com os mesmo objectivos, por exemplo a colaboração entre a Ciência Viva e a Direcção Geral das Artes.

10/07/2007

semana tematica II - arte, ciencia e metafisica

:

deparamos cada vez mais com o cruzamento explícito das artes com outras disciplinas.

aqui e sem novidade falaremos sobre as relações entre a arte , a ciência e se possível da metafísica de uma e outra .

palavras chave: arte , ciência, forma, razão, emoção, metafísica.

sabemos desde sempre que a arte a ciência ocupam campos irredutíveis, sem vinculo algum com um "the end", no entanto, e por assim o ser por alguma forma factual podemos sublinhar. assim, ainda que disciplinas de nomes diferentes e de "esfera" separadas, podemos afirmar que estão em contacto.

recordemos à análise da linha, inserida no programa curricular básico da nossa aprendizagem escolar.
como todos sabemos a "linha" de propriedade geométrica e analítica corresponde à linguagem e a signos matemáticos, assim é um "ser matemático" como refere abel salazar.
contudo, é caracterizada pela sua forma referenciando ainda que implicitamente, as suas relações com a emoção pela sua magnitude em disposição num determinado espaço. é um exemplo básico que elucida deveras a charneira entre arte e ciência, assim com um cubo: podemos sempre questionar que medidas tem o cubo , qual a a sua área etc etc, como podemos sempre perguntar o seu valor psíquico dentro do mundo iconográfico ou mesmo outro.

citando ainda abel salazar, "não existe contradição nenhuma, nem paradoxo nesta relações da arte e ciência; elas são independentes e conexas, porque a independência é lógica e a conexão é psicológica"(145, Que é arte?, campo das letras))

- a linha é geométrica. / percepção científica
- a linha é emotiva. / percepção artística


sabemos com isto que pelo manifesto artístico algumas correntes artísticas, artistas e obras de arte vão recorrendo à ciência para a sua moldagem, criação.

sem mais delongas abriremos agora esta introdução aos pontos de interrogação:
beberá a ciência do mesmo principio?, a ciência recorre à arte de alguma forma ou prisma a fim de dar as algumas das suas respostas? a ciência pode ou/e deve ser emotiva?acarretará consigo carga mística?


:

Vivências virtuais III

Também podemos viver virtualmente a arte?
Parece que sim. Sim, claro!
Tirar dúvidas em Database of Virtual Art

Parece-me útil colocar a definição de "virtual" que encontrei aqui antes desenvolver este post. virtu·ali·ty (-l-t) n.
Usage Note: When virtual was first introduced in the computational sense, it applied to things simulated by the computer, like virtual memorythat is, memory that is not actually built into the processor. Over time, though, the adjective has been applied to things that really exist and are created or carried on by means of computers. Virtual conversations are conversations that take place over computer networks, and virtual communities are genuine social groups that assemble around the use of e-mail, webpages, and other networked resources.·The adjectives virtual and digital and the prefixes e- and cyber- are all used in various ways to denote things, activities, and organizations that are realized or carried out chiefly in an electronic medium. There is considerable overlap in the use of these items: people may speak either of virtual communities or of cybercommunities and of e-cash or cybercash. To a certain extent the choice of one or another of these is a matter of use or convention (or in some cases, of finding an unregistered brand name). But there are certain tendencies. Digital is the most comprehensive of the words, and can be used for almost any device or activity that makes use of or is based on computer technology, such as a digital camera or a digital network. Virtual tends to be used in reference to things that mimic their "real" equivalents. Thus a digital library would be simply a library that involves information technology, whether a brick-and-mortar library equipped with networked computers or a library that exists exclusively in electronic form, whereas a virtual library could only be the latter of these. The prefix e- is generally preferred when speaking of the commercial applications of the Web, as in e-commerce, e-cash, and e-business, whereas cyber- tends to be used when speaking of the computer or of networks from a broader cultural point of view, as in cybersex, cyberchurch, and cyberspace. But like everything else in this field, such usages are evolving rapidly, and it would be rash to try to predict how these expressions will be used in the future.


É abrangente então o virtual!
Para acrescentar algumas questões e mesmo algumas dúvidas sobre o que é virtual e real, ou se, se pode viver no real uma experiência virtual voltar aqui
Confusos? Esclarecidos? Convencidos? ... também eu!

07/07/2007

Vivências virtuais II

Por problemas técnicos foi-me impossível ter uma nova vivência virtual! É verdade!

Para falar com conhecimento de causa sobre o famoso "Second Life: Your world. Your imagination" decidi inscrever-me. Mas esta inscrição equivale a um "renascimento", uma vez que temos que criar um novo nome, um corpo virtual, uma conta bancária virtual, escolher uma comunidade onde nos queremos inicialmente inserir ... Optei por não escolher um corpo para a primeira fase da inscrição, todos os corpos femininos que me davam como opção tinham a mesma forma, só os adereços e roupas variavam. Curioso é que para o Second Life podia optar por ser uma mulher ou um homem, e também tinha corpos de animais virtuais mas fiquei sem perceber se podia optar por um desses. Optei também por não ter dinheiro algum nesta fase, porque fiquei confusa, aparecia um texto a dizer que eu tinha direito a um bónus de uma determinada quantidade de dinheiro virtual que daria para eu comprar uma ilha se quisesse...mas como na vida real quando a "esmola é grande o pobre desconfia" para início da vida virtual decidi fazer o mesmo. Passei à fase seguinte, a instalação do portal de acesso ao Second Life no meu computador. Até aqui tudo muito bem.
Uma vez tudo instalado inicio a tentativa de entrada no que tudo isto prometia ser, a minha segunda vida. Mas não consigo entrar, há um problema técnico! Tento novamente. Novo problema técnico: a velocidade da minha ligação de Internet não é a suficiente para permitir os meus primeiros passos nesta segunda vida virtual.
Fiquei triste e ao mesmo tempo aliviada, porque entrar num mundo novo assusta, o que me vale é que já tinha lá alguns colegas com quem iria ter para me apresentarem ao novo ambiente vivido por ali!
Anulei a minha inscrição, desinstalei o programa ... mas fiquei a pensar "oh que pena! o meu nome virtual era tão bonito!"

Conclusões:
1-há curiosidade pelas vivências virtuais;
2-quem não tem software, hardware, ou outros, adequados fica excluído de algumas vivências virtuais.

06/07/2007

Vivências virtuais I

desenho de Banksy

Porquê este desenho de Banksy para ilustrar o primeiro post sobre o tema da semana "Vivências Virtuais"?

Talvez para ajudar a perceber a associação que fiz entre o tema da semana e o desenho apresentado, escrevo a frase que me ocorreu imediatamente a seguir à leitura do desenho: "Most things look better when you put them in a screen".

05/07/2007

Semana temática I

Durante este mês de Julho no Questionarte vão desenvolver-se as "Semanas Temáticas" . Uma proposta/experimentação para dinamização de temas escolhidos por cada um dos colaboradores.

Nesta primeira "semana temática" cabe-me a definição do tema para primeira discussão, que é o seguinte: Vivências Virtuais.

Este tema surge anexado a reflexões sobre o tema das relações virtuais acentuadas pelo facto de alguns colaboradores Questionarte terem até hoje apenas comunicado via msn, ou comunicarem maioritariamente desta forma, e também pelo meu conhecimento recente à cerca do jogo "Second Life". Mas há muito mais a explorar nesta temática...

Apesar das semanas de trabalho intenso que todos temos, tentaremos publicar neste espaço virtual alguns posts sobre questões reais.

02/07/2007

Uma questão de marketing

Exemplo célebre do Marketing: estória do cégo que pedia nas ruas de Paris e recebia poucas esmolas, tinha pendurado ao pescoço um cartão onde se lia "estou cego, desempregado, preciso que me ajude por favor"... um dia passou por ele um senhor que alterou o que estava escrito no cartão e o cégo passou a ser o pedinte de Paris mais bem pago. Ficou muito intrigado e foi então à procura da pessoa que lhe alteru a mensagem no cartão, encontrou-o e ficou a saber que esse homem era um publicitáro, e a alteração que fez no cartão foi escrever a seguinte frase: "é primavera em Paris e eu não a posso ver".

Será "tudo" uma questão de bom marketing?
Quanto dependerá absolutamente de um bom marketing ou se perderá por falta dele?!!!

Fonte: Estória ouvida no programa de rádio da Antena1 "Alma Nostra", 30 de Junho de 2007, contada por Carlos Magno. Programa pode ser ouvido em PodCast e a estória ouvida por volta dos 26min de programa.

30/06/2007

Blog prenda

Já alguém tinha ouvido falar em "Blog prenda"?
Não!?
Mas ele existe.

27/06/2007

Olhar de um outro ângulo


©IS2007

E se a nossa postura perante a vida estivesse intimamente relacionada com "olhar de um outro ângulo" estar disponível para compreender outros pontos de vista e reflectir sobre o nosso modo de ver? Não teríamos todos algo semelhante a uma atitude de cada vez mais associada às expressões artísticas e que sempre foi vista como "a criança* que existe em nós"?
A propósito de comunicar com emoção (e porque não com amor?) questiono a atitude no olhar humano nem sempre artístico, nem sempre criativo, nem sempre reflexivo...

*criança
s. f.
, ser humano que se começa a criar;

menino ou menina;

ant.
, criação;

cria;
adj. 2 gén., fig., diz-se de pessoa ingénua ou de pouco juízo.

www.priberam.pt

24/06/2007

Amor e comunicação

Em tempos, ficou registado neste blog que publicariamos alguns posts sobre o amor. O Rui Effe originou a discussão deste tema com a publicidade ao "Ciclo de mini-espectáculos para ficar a perceber ainda menos sobre o amor"... o Rui Faria publicou uma imagem que gerou alguma discussão ... a Aurora afirmou convicta que amor é sobretudo "dar", e recordo ter lido um comentário da Isabel sugerindo que talvez o amor pudesse não ser uma questão.

Recordo-me de uma conversa animada entre músicos, que ouvi há muitos anos e que fixei. Um músico colocava a outro esta questão: explique a razão pela qual no México o tema de tantas canções é a falta de água?
O músico Mexicano responde que nos outros países se canta sobretudo o amor, no México a água...cada um canta sobre aquilo de que mais tem falta!

Este post surge porque li em Guardian Unlimited online, a entrevista intitulada He Loves Me Not* da qual transcrevo uma pequena parte: When a boyfriend dumped her by email, French artist Sophie Calle asked 100 women to read it - and became the star of the Venice Biennale.
Picture this. You're one of France's best-known living conceptual artists. You're 51 and visiting Berlin. Your mobile beeps, it's an email from your boyfriend. In a hideously self-absorbed message about human emotion, he dumps you electronically, saying it hurts him more than you. He signs off: "Take care of yourself." You're heartbroken. Then you think of its potential as art.*

O amor inspira à acção ou criação, por falta dele ou satisfação, por comunicar o seu auge ou o seu desaparecimento...



21/06/2007

Comunicação/Emoção

«Communication is the transfer of emotion.
Communication is about getting others to adopt your point of view, to help them understand why you’re excited (or sad, or optimistic or whatever else you are.) ... You can wreck a communication process with lousy logic or unsupported facts, but you can’t complete it without emotion. Logic is not enough.»(lido aqui)

Muito interessante a primeira frase, que me parece abranger qualquer tipo de comunicação. Já na segunda parte, que refere o objectivo da comunicação como sendo o de levar os outros a adoptar o nosso ponto de vista..., já tenho algumas dúvidas. Será assim para uma grande parte dos processos de comunicação, sobretudo para o processo que levou o autor da frase a escrevê-la, a "venda" de uma ideia no meio empresarial por exemplo.

Mas questiono, será esse também o objectivo na arte?
Um artista expõe os seus trabalhos e é através deles que comunica, mas se não está presente sempre que alguém se encontra perante os seus trabalhos, como os convence a adoptar o seu ponto de vista? Será "convencer o espectador" alguma vez o seu objectivo?

Como decorre o mesmo processo em ciência? Se descobertas científicas não são comunicadas, ou deficientemente comunicadas, com emoção a mais ou a menos, que consequências tráz?

Estamos todos a desenvolver dissertações de mestrado ou doutoramento, a comunicação eficaz da ideia e desenvolvimento do trabalho, é para nós um problema que deverá ser bem resolvido.

Como docentes, sabemos muito bem que a comunicação sem emoção não obtém os mesmos resultados.

Como participantes em blogs ...

...


20/06/2007

Agora eu...

Questiono-me que tempos são estes em que chove em Junho e anoitece às 10 da noite...
Amanhece às 6 e continua a chover. Iremos nós resistir a esta confusão da natureza? Sinto-me baralhado e desorientado. Quando posso ir à praia como ia em tempos passados?

Não me digam que é normal secar roupa em quase pleno Verão dentro de casa! Nem me digam que é normal andarem a dizer por ai que este Verão, sim, este Verão, seria um dos mais quentes dos últimos tempos!

Questiono-me nesta confusão... e acabo por adormecer!

15/06/2007

:

o corpo tem os seus limites tal como a ilha, espraia-se só até às suas margens, quando se molha prepara-se para morrer.

:
o que entendem por " margens limites do corpo?"

10/06/2007

Para que serve a arte?

Ouvi à dias o Rui Zink dizer mais ou menos isto: há quem se questione "para que serve a arte?" e há quem responda "arte não serve para nada", mas é claro que arte serve para alguma coisa, "a arte ajuda-nos a viver".

Para que serve a arte?
Para que serve a experiência da arte?

09/06/2007

não será a experiência uma boa pergunta? ou a verdadeira mesmo?
bora dai,
festival iman07,
festival internacional de arte contemporânea. arte experimental.
casa das artes famalicão
inauguração 18 h, há musica e bolos.
tenho lá umas coisinhas.

até 30 junho

07/06/2007

Imaginação Padrão


©IS2007


Inspirada em "The Body of Colors" de Hélio Oiticica, fiz esta imagem; reflectindo sobre
um trabalho que se situa "na fronteira entre arte e terapia", deixo-vos com este excerto acerca de Lygia Clark...
«Como professora na Sorbone propôs exercícios de sensibilização, buscando a expressão gestual de conteúdos reprimidos e a liberação da imaginação criativa. »*

*
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Clark

04/06/2007

Concurso de ideias

Aqui está um projecto interessante para o qual talvez possamos contribuir com as nossas excelentes ideias!

Enigma I

Mão, Joaõ Pedro Vale.
Porquê esta imagem aqui!?

Uma questão de comunicação

Post de opinião.

Que poderá comunicar a imagem do blog?

Que comunicamos na votação da imagem: qualquer imagem está bem; eu quero que todos participem; farei a vontade e participo; meditar retira o divertido da questão; mas está tudo a rebelar-se; ai que se vão chatear comigo; penso assim e ponto; sugestão com exemplo maluco; gostei, ai que ainda faltam votos; concordância; comunicação clara e concordante com sugestão.

Conclusão da comunicação: comunicar por comentários não é fácil, é divertido e inconclusivo.

Gosto do blog assim, por mim fica como está!

03/06/2007

Imagem em construção

Hoje decorre a tentativa de criação da imagem definitiva deste blog. Uma tentativa criativamente democrática de inclusão de todas as imagens até hoje propostas, com o objectivo de reforçar na própria imagem o espírito colaborativo deste espaço.

As propostas de imagem serão publicadas aqui entre as 17h e 18h deste dia. Todos os colaboradores deverão publicar a(s) sua(s) proposta(s) de imagem. Seguir-se-á a votação da imagem definitiva no espaço dos comentários até às 00:00h de hoje. Bom trabalho criativo!

COLOCAR IMAGENS AQUI.
Basta clicar nas imagens para as ver ampliadas.

imagem 1: imagens originais de Isabel, Faria, Effe, transformadas por Marta (esta imagem precisa de alguns melhoramentos que farei brevemente).

imagem2: imagens originais de Isabel e Faria, transformadas por Marta.


imagem3: Rui Faria

imagem4: original Effe, transformada por Marta

30/05/2007

o que será o amor?

um comércio? uma ficção? um sentimento? uma obsessão? um casamento? um consentimento? fiz um esboço sobre o amor

29/05/2007

pub




performence de nuno ribeiro, uma das oito .

______
hoje à noite, o amor

Ciclo de mini-espectáculos para ficar a perceber ainda menos sobre o amor #4 + ETCs
29 30 e 31 de maio no E S PA Ç O

29 30 e 31 às 22h00 em ponto | para ficar a perceber ainda menos sobre o amor #4 , um mini-espectáculo de Clara Alves de Sousa
ETCs
29 30 e 31 |
Corte e desbaste (documentário por concluir) de André Soares + Performance is dead#11. don't fake. fuck me de Sandra Andrade + Projecto/corpo vazio de Rui Effe + Bolha de Ângela Berlinde
à hora em que as crianças já estão deitadinhas |
29 às 23h| música de baile providenciada por valter hugo mãe
30 às 23h| Hugo Sirgado passa cds
31 às 23h| …Oooops!! (aka Beck to the future & Radical extremist)
VAI SER QUASE SEMPRE ASSIM NOS 3 ÚLTIMOS DIAS DE CADA MÊS
procura a lâmpada!
no E S P A Ç O|Trav. do Caires nº 39 Maximinos|Braga (à estação da CP)
Info e reservas |919960490 | 962743638

27/05/2007

Imagem do blog

A imagem de um blog é importante?
Porque é que a imagem deste blog está sempre a mudar?
Será esta a imagem final?
Quem faz as mudanças da imagem?

imagem 1: Isabel

imagem 2: Rui Faria

imagem 3: imagem de Rui Faria transformada por Marta

imagem 4: imagens de Isabel e Rui Faria transformadas por Marta

imagem 5: Rui Effe, ainda não aplicada ou transformada

26/05/2007

Auto censura

Dou por mim a auto censurar alguns conteúdos que gostaria de publicar no meu blog, alguns links para trabalhos de artistas como por exemplo este, este ou este. É que agora sei que os meus alunos lêem o blog (idades entre os 10 e 12 anos) e podem não compreender bem a razão pela qual coloco lá os links - admiração ou surpresa sobre o trabalho artístico - não querendo significar que ache muito bem que qualquer pessoa os imite fora de um contexto específico de criação artística. Alguns alunos em diferentes escolas já me confessaram pintar graffitis ilegalmente, ou melhor, desenhando suas Tags em espaços não autorizados à noite com grupos de amigos. Alerto sempre para a ilegalidade dessa acção, explicando que se podem juntar para propôr por exemplo na escola o desenvolvimento de um projecto que envolva a pintura das suas Tags legalmente ajudando assim a embelezar o espaço escolar. E agora surpreendo-me a auto-censurar a publicação de alguns links!
É um facto que temos influência sobre os alunos, daí termos que ter um redobrado cuidado com a informação a que os expômos e tornamos pública.
Uma questão muito actual, o acto público do professor mesmo fora da sala de aula, e sua consequente responsabilidade. Um bom exemplo de um blog de uma professora para seus alunos é sem dúvida este.

Contestem este post por favor, gostava tanto que o contestassem!
Uma questão à qual voltarei.

23/05/2007




um prenda para marta que partilho vosotros
e para o philip glass já que o piano é dele.

20/05/2007

Louis Armstrong

Fiz uma pausa, ouvi Louis Armstrong, e lembrei-me de ter lido algures as palavras de alguém ligado ao canto, que dizia que Louis Armstrong tinha aquela fantástica voz porque colocava "mal" a voz.
O quanto não vale fazer "mal" algumas coisas!


Ouvi esta semana o autor do livro Sala de aula interactiva, Marco Silva, dizer «Estamos há 5000 anos a exercitar uma docência presencial, e agora a partir da docência online temos um grande desafio».

Quando pensamos na actualização da indústria dependente de máquinas, o desafio de mudança existe mas não parece tão grande quanto aquele que exige uma efectiva mudança dos comportamentos humanos de comunicação com outros humanos. Não se consegue programar o professor para começar a interagir de uma nova forma com os seus alunos, nem se consegue "desprogramar" dos alunos as capacidades de interactividade já adquiridas para continuarem a comunicar na "velha forma" com os seus professores.

Se há grandes desafios de mudança, acredito que serão sempre em campos que dependam da relação e comunicação entre humanos.

17/05/2007

Questionar para aprender

De um texto dirigido a estudantes:
"One of the greatest challenges in biology is to frame appropriate and productive questions that can be pursued by the technology at hand. You have probably had a great deal of experience in solving pre-posed problems (eu diria "exercises"), such as those found at the end of textbook chapters. However, if you were asked to go into a lab or out in a field and pose a research question, you will find that this is often difficult to do without some practice...."

Eu diria mesmo muito difícil, mesmo com prática!

Como ensinar os alunos a colocarem questões para a resolução de problemas em contextos reais?

"Poderá a complexidade ser a resposta para a motivação e sucesso na aprendizagem de ciências?"

16/05/2007

o hábito de ouvir música

Já se tornou hábito ir a concertos e depois ficar com esta e com aquela música no ouvido. Há dias tirei (ilegalidades declaradas) um album via net, um concerto a que assisti na Páscoa.

Não o consigo parar de ouvir, apesar de ser um Requiem!

Não vou fazer uma questão, mas acontece-vos o mesmo? de ficarem horas e horas a ouvir a mesma música? sem encher e sem cansar?

a mim acontece periódicamente, estarei doente?

13/05/2007

... o interesse na aprendizagem.

Achei interessante esta abordagem publicitando uma conferência cujo tema é a educação «“Uma estética alternativa: Arte & Biomatemática”» que haverá em Serralves no próximo dia 29 de Maio...

Se lerem talvez possamos conversar sobre isso... o interesse na aprendizagem.

E ainda podem ver algo sobre a conferência do dia 15 de Maio incluida na mesma série de conferências sobre a educação.

12/05/2007




ja questionaste até que ponto és narcisista, e até que nível de consciência nos cânones do "indivíduo" és auto-suficiente?

se consideramos que existem só dois tipo de narcisos, qual será o teu tipo? sobrevives só com um espelho que reflita apenas e só a tua imagem ou precisarás de mais "moletas"?
Nem sei que título dar a este post!

Acabei de ler neste blog este post: «A pre-service teacher has been denied obtaining her teaching degree because her MySpace profile featured a photo of her with an alcoholic beverage in hand, including the caption “Drunken Pirate.” Pirate or not, she’s suing the university, and generating a huge online debate on how to balance educational professionalism, online responsibility and appropriate punishments.»

Publiquei um post anterior sobre o controlo que os site meteres permitem ter sobre quem visita determinada página web. Pouca indignação houve! Não que quisesse muita indignação com o post, quis mesmo foi "acordar" a questão. Mas agora é mais grave! Já tinha lido numa notícia no Jornal Expresso que várias empresas começam a fazer uma pré-selecção dos candidatos a um emprego fazendo uma pesquisa na Internet com o nome dos candidatos. Procuram sobretudo imagens em fotografia ou video que os candidatos tenham publicado online, e se considerem "menos própria" eliminam imediatamente a possibilidade de o candidato ir à entrevista de emprego.
É certo que as pessoas se expõe de forma muitas vezes inconsciente das repercussões que essa exposição pode ter...mas também me impressiona o controlo feito à vida dos cidadãos (controlo feito por cidadãos entre si, que não os profissionais de segurança pública). E se mais tarde aqueles que não tiverem qualquer referência do seu nome na Internet venham também a ser excluídos porque..., quem sabe, por qualquer razão.
Mas tenho que ver também o outro lado da questão. Quem hoje se candidata a um emprego sem fazer uma pesquisa com o nome da empresa? E o que acontece quando essa empresa tem o site desactualizado, feio, confuso, ou há más referências sobre a sua gestão?... pois é!

Mas para complicar um pouco mais, há tempos li também no Expresso, escrito pela Clara Ferreira Alves a descrição do que lhe acontece ainda hoje por causa das pesquisas com o seu nome na Internet. Escrevo de memória porque já não tenho o jornal. Alguém há 8 anos (penso) acusou Clara de não ter concluído a sua licenciatura (para resumir muito) ... essa falsa notícia, provada falsa em Tribunal, circula ainda hoje na Internet. O que lhe acontece é que quando é convidada para dar conferências ou editar em alguma parte do mundo onde não a conhecem, a primeira coisa que fazem é uma pesquisa na Internet com o nome de Clara Ferreira Alves, lêem a falsa notícia e (passados 8 anos) ainda lhe pedem esclarecimentos sobre a dúvida levantada.

Quem controla ou é controlado penso que é uma daquelas questões que não tem resposta, mas considero importante reflectir sobre ela.

09/05/2007

Gostar

Uma boa questão colocada pela Isabel num comentário ao post anterior...eu diria uma eterna questão.

Do que gostamos? acrescento... De quem gostamos? Porque gostamos?

Quando tudo está bem

Lourdes Castro. Imagem retirada daqui.
Hoje tive um dia plenamente recheado de acções construtivas entre professora e alunos, de entusiasmo, de vaidade por ser professora e conseguir criar uma relação de prazer da aprendizagem entre a teoria e a prática. Tive o prazer de ouvir o simpático apoio de colegas e encarregados de educação, mas sobretudo ver os meus alunos movimentarem-se autonomamente num espaço preparado por si, com trabalhos criados por si, apresentando-os aos visitantes orgulhosos do resultado final. Tudo se fez com optimismo. Olhava para os alunos e via-os felizes e entusiasmados…pensava…mas porque razão há dias em que tudo parece correr tão bem?

08/05/2007

Mesmo a propósito, vou continuar...

Mesmo a propósito, vou continuar com uma parte do tema do Rui: a condução.
Acho interessantíssimo a facilidade com que a maior parte das pessoas aprende a conduzir e a utilizar a máquina poderosa que é o automóvel, comunicando com os outros condutores, muitas vezes sem "verdadeiramente" comunicar.
A relação com a máquina que é criada com ou sem consciencia disso. É muito interessante a ligação que é feita entre o condutor e a viatura e, bastante complexa quando conjugada com a necessidade de comunicação com os outros veículos e peões.

Conduzir é uma espécie de ferramenta que serve para a vida toda, dá muito jeito, é prático! Para além disso requer actividade e aprendizagem cognitiva e motora. Aprendemos como lidar com uma máquina, aparentemente complexa, e cuja dimensão é maior do que nós! O carro permite-nos ser independentes de uma nova forma. Enfim... criamos um estilo próprio e tudo!
No meio de todas estas questões, a minha questão é: podemos comparar a aprendizagem da condução à das várias disciplinas abordadas nas escolas? O interesse por parte dos alunos, a consciencia da aprendizagem, não deveria ser idêntica? Como uma bela ferramenta para toda a vida?

No fundo, gostava de pensar e questionar convosco sobre a ideia de aprender... aprender ...
coisas... envolvimento...

07/05/2007



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O que se sabe de um sinal vermelho com a sigla STOP bem suja estampada numa rua escura? ---

um crash, de repente um crash e saltei até ao tecto sem trampolim, senti-me noutra galáxia.

A rua estava deserta. do nada, uma coisa cinzenta estava à minha frente.
CRASH.
tudo dentro do meu carro voou, uma coisa cinzenta à minha frente ficou ainda mais coisa.
Um cão gania já com gesso numa pata, uma bebé de colo tinha sido projectada do banco daqueles de bebés de transporte nos carros. uma rapariga de 23 anos sangrava pela anca, diz que pelo air-bag, e um rapaz na flor da idade puxava-me pelo braço, a murmurar no meio dos pescadores que de repente e do anda apareceram," vamos resolver isto à nossa maneira?"
Acordei, pensei muito baixinho para não pregar susto a mim próprio, (tas embriagado, ou tens pressa). Foi então que sugeri: "chamamos os homens das fardas que maior parte das vezes nos intimidam em vez de nos proteger" para resolver-mos isto, "sou o culpado!" e o meu som ali tremeu.

-não, é melhor resolvermos à nossa maneira, retorquiu afincadamente. Toca-me no ombro e sussurrou-me de novo ao ouvido " não tenho carta".
Entendi, entendi parte do propósito.
Sugeri ainda para que fosse ou pedisse a alguém que a fosse buscar a casa,
" Não, não tenho carta mesmo, entendes?"
E mais um pouco do propósito foi entendido.

Eu culpado, assumidamente culpado a ser sujeito a um pedido de misericórdia.
"Arrumamos os carros?", disse-me, "combinado, desde que a bebé e a rapariga; mãe da criança fosse de imediato ao hospital" exigi.

Ouve um telefonema à família toda dos acidentados que os senti ver pálidos como os nossos carros rasgados. E de repente um novo sussurro; "faça lá esse favor, não chame os senhores das fardas, é a segunda vez que é a apanhado sem documento próprio de condução, desta vez vai dentro" disse a mãe da bebé com as mão a trepidar e de boca escondida.
um espirro de lucidez fez-me de todo entender o propósito dos sussurros,
possivelmente, por estar perto de uma série de santos da igreja matriz, ou da minha boa e própria fé aceitei o pedido.
(um táxi chegou e voou ao hospital),
vi o mar, o nevoeiro, senti as ondas, a calma das ondas daquela hora de silêncio contrária à minha.
esperamos, silenciaram-se horas nas vozes, pareceram horas.

o telefone tocou, e alguém disse com a voz calma no outro lado ; "as meninas estão bem, tanto a mãe como a filha já estão a voltar"

inalei as algas todas que haviam li, sentei-me, apertei a mão ao pai da criança que já tinha chegado com uma carta que não a do condutor para a declaração dos seguros.
concentrei-me ainda mais, bebi a luz dos candeeiros bonitos de vila do conde, e fui desenhado num papel duplicado o acontecido: o sujeito A e o B; o A que era eu e o B, o novo e aparecido B era agora o pai da criança.

"onde vive?"perguntei

-"Bairro dos pescadores"disse

engoli um trago de nada,
que bela terra, imaginei , apaixonei-me só pelo nome desse lugar, mas nem o disse por estar compenetrado no desenho dos carrinhos na parte inferior da folha amigável.
as canetas deslizaram assinaturas, até ficou bonita a declaração.

- "quero pagar-lhe um jantar" , "com todo o gosto pagar-lhe-ei um jantar por quem foi connosco".

agradeci, sorri branco por não ter ainda acreditado na sina desta noite, por não estar satisfeito. causei um acidente. uma árvore partiu-se de trsiteza ou do choque , ainda nao sei, a minha matricula e armação bélica da frente do carro voaram. vi muitos pescadores cheios de dúvidas e perguntas. Queria sair dali, engolir até o gaz que se esvazia do meu carro e levitar como um balão, dar um beijo à menina e limpar-lhe as pintas de sangue que lhe tinha surgido na testa, queria vê-la de novo.

-troca-mos números de telefone para marcar o jantar? Questionou o novo B.
-com certeza, mas não precisa de o fazer, disse eu.
- Exijo, foi-me imposto.

Massajava o pulso antes dos cumprimentos normais entre três velhos amigos de 15 minutos o A, o B e o B aparecido; eu, o homem que me murmurou misericórdia e o pai da bebé.

-até um dia destes, será breve diziam-me enquanto esvaziavam da mala toda a tralha que um bebé faz consigo levar.

Arranquei, voei para casa, voei devagarinho por caminhos nunca vistos, flutuava, por nomes de terras escritos nas placas e nunca lidos.

"Cheguei a casa", como foi possível? Sem mínimos, nem médios nem máximos, só com piscas-piscas do género de uma china town qualquer à noite em cidades desertas, assustava as corujas que me esperavam nas alamedas sem a frente do carro. Constantemente, pelo caminho, os outros carros iam-me oferecendo sinais de luz, eram prendas aquela hora, via melhor o meu pulso e a nova decoração do interior do meu carro, como é que o caos pode ser bonito, lá me ia perguntando ao ver livros e coisas que já nem me lembrava de as ver todas aos meus pés.

Tenho agora uma carcaça verde parada à frente da garagem, não entra, alargou.
Parei o motor e atirei-me para cima do volante; revi tudo o que fiz, tudo ao milésimo dos momentos. faltava-me ainda alguma coisa? não cairia em mim sem um último telefonema; ligar ao bairro dos pescadores a custo e a medo.

O telefone tocou, uma, duas vezes, cinco possivelmente até um "olá" do outro lado.
Completaria o que me faltava hoje, uma pergunta que podia ser respondida com mais segurança dado o tempo massacrado da minha viagem até casa.
Um sorriso entendido fez-me babar, " já estão a dormir, está tudo bem, descanse, e mais uma vez muito obrigado."
Ouvia-se o cão a ladrar com atrevimento já por estar no seu pouso de pata ao alto possivelmente, ou por me ter pressentido.

Fechei os olhos, agradeci aos santos da igreja lá do pé e aos pescadores que me iam cravando cigarros em altura imprópria e por me terem distraído com a célebre frase "só foi chapa menino, muito sorte tiveram vocês". Vozes roucas do sal, ainda as oiço.

Desliga-mos a chamada como velhos amigos de uma hora e quinze minutos, respirei ar sem algas, sem nada.
respirei as coisas trazidas à muito escondidas no meu carro. já não as conhecia.

Vou tentar dormir depois de por gelo no pulso.
amanhã penso num valor para a venda do meu carro e ligarei aos pescadores sem querer ser mais uma vez estorvo, perguntarei novamente as mesmas coisas e se o cão já tirou o gesso.

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06/05/2007

Dia Internacional do Riso



Ai que faz tanta falta o riso! Consigo o Riso quase todos os dias mais do que uma vez ao dia. Quando não consigo o Riso fico com uma cara mais feia. Quando consigo Rir reconheço-me logo. Quando não consigo Rir os meus alunos (um ou dois) dizem "professora respire fundo". Quando tenho um Sorriso quero-o mostrar a todos. O Sorriso faz bem aos olhos e ao coração, meu e dos outros. O Riso mesmo quando forçado por nós engana o nosso cérebro e ele produz serotonina! É verdade. O Riso tem muito poder. Há que pensar nisto.

Imagem: "Laughter" Magee, 2005
*

Questionar primeiro, esclarecer-se aqui*.

03/05/2007

O que acontece se um mestre do violino toca no metro?

(no seguimento da questão levantada pelo post do Rui Faria)

O Washington Post levou a cabo uma experiência muito interessante, que consistiu em contratar um dos maiores violinistas do mundo para tocar no metro de Washington DC logo pela manhã. O artigo publicado intitula-se Pearls Before Breakfast podem ver um video que registou o que aconteceu durante o tempo que o violinista Joshua Bell esteve a tocar obras primas da música clássica.

Arco (experiencia)

quero que vejam! http://www.youtube.com/watch?v=Pj4MVtoNWZc